Os cardumes de bacalhau foram sendo reduzidos ao longo de séculos de pesca excessiva. Nas últimas décadas, a modernização da indústria pesqueira levou a que a captura fosse mais eficiente, o que levou ao aceleramento do processo de extinção. Nos últimos anos, o bacalhau tem ficado abaixo do mínimo necessário para sustentar a sua sobrevivência, nao deixando que estas tenham tempo para se reproduzir.Outro dos grandes problemas para a espécie é a pesca pirata. Um artigo da Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos afirma que o alto preço pago por esse peixe gera uma pesca ilegal e não regulada, que ameaça a espécie. O bacalhau de profundidade é pescado em mares próximos da Antárctida, mas 90% da produção é imediatamente enviada para restaurantes no Japão, Estados Unidos e Europa.É uma situação crítica, porque nunca os stocks no Mar do Norte se encontraram em níveis tão baixos como os actuais. Os cientistas estimam a actual reserva em 46 mil toneladas de bacalhau adulto.O nível mínimo de stock para garantir a sobrevivência da espécie é de 150 mil toneladas. No Mar da Irlanda, os stocks estão 50% abaixo do recomendado e na costa ocidental da Escócia esta situação também é muito preocupante.
Por isso, medidas como a redução radical das cotas de pesca nos próximos cinco anos, estão a ser tomadas pelos países europeus. As cotas foram reduzidas até 40% do que foi pescado em 2000. Este facto, verifica-se no aumento do preço do bacalhau, ao longo dos últimos anos. Para os executivos europeus é impensável extinguir, mesmo que por um curto período, todo um sector da pesca. (Por exemplo, só na Grã-Bretanha, a proibição da pesca do bacalhau poderia pôr em causa 20 mil empregos.) A União Europeia tem optado por proibir a actividade durante a época da reprodução e reduzir as quotas da sua pesca.
Ana Rita Martins.
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